Eu acredito em anjos
Foi no convés de um navio, numa viagem de três dias subindo o Amazonas, que conheci um anjo do norte que falava pouco a minha língua, porque vinha de uma ilha pequena do Oriente. Um anjo que me ensinou o único origami que aprendi até hoje para baixar a ansiedade que às vezes irrompe e interrompe pensamentos.
Foi numa viagem de “treinamento” que conheci melhor outro anjo, com quem dividi um quarto e que com quem hoje divido almoços e histórias únicas.
Foi numa rua do trabalho que conheci o terceiro anjo, entre tragadas e reclamações, que um dia me deu carona para casa e outro dia eu dei carona para uma festa.
Todos os três apareceram no meio de uma tempestade recente e me fizeram ter certeza da frase do meu irmão-anjo: “A gente recebe da vida o que a gente dá a ela”.