13.12.08

africa, casa, chegada

Vida muito insana andando a passos rápidos. Cada vez mais tenho menos conexão com o que e quem não me interessa. Distanciamento, revolta, o que possa ser que não caiba naquilo que acredito.
No fundo nada disso deveria importar muito. Não vou dizer que não importa, mas a idéia é cada vez menos.
E, de repente, um monte de coisas chatas acontecem. E daí vem a mágica, o que já era problema transforma-se em pó e desaparece. Assim, simples.
Lua cheia, as ruas vazias e todo o espaço é meu. Adoro esse silêncio da cidade, saber que também ela descansa. Fazia tempo que não via a mágica concretizando-se, essa coincidência da sorte, uma conjuntura astral, será?
Bom chegar aqui, logo hoje que eu achei que não chegaria, que seria muito longe o caminho. Bom chegar e colocar para fora os sentimentos que agridem. Bom chegar e escutar a música ansiada. Bom chegar depois de tantas confissões desnecessárias, depois dos sentidos aturdidos pela maldade, pela ganância, pela pretensão.
Chegar e ouvir falar de quem importa. Chegar e perceber a mim, porque já estava a me esquecer, de tanto ouvir dizer, de tanto interpretar já nem lembrava.
Onde estava então? Chegar e saber que, mesmo que você esteja lá no frio e não aqui comigo, saber que você está, que entende tudo o que eu falo, que não espera que eu seja outra, que sente assim muito parecido, que enfrenta o mesmo que eu para ser o que somos. Que escuta a música da baleia, compreende e ri. Tal qual a mim.

“Se a volta do mundo é grande, seus poderes são bem maiores”.

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