6.2.07


Cinema na segunda é coisa que não acontecia comigo há anos. Depois de saber que o planeta que mais influencia o meu mapa astral (e a minha vida, portanto) foi rebaixado à estrela de segunda grandeza, eu estava merecendo um chamego do destino. Pois bem, me vi ali no Céu de Suely, na aridez daquele sertão todo. E as cenas vinham na tela e na minha cabeça. Viagem de ônibus de dias para o Norte. A trilha sonora Brega Melody vol 2 (é muito bom!!!). Lembrei de rio, de calor, de poeira, de Cachoeira do Arari. De amor para a vida inteira e vida inteira sem amor. De que final feliz também é busca e fuga. Que seguir é melhor que ficar, sempre. E sei lá porque, lembrei do meu amigo sueco que tomou 3 party pills no natal. E que ele nunca tinha tomado nenhuma. E de repente eu lembrei que o dia começou estranho e quente e que no meio de uma reunião eu senti que estava em um filme do Buñuel e que alguém estava usando as minhas idéias em benefício próprio. E conclui: hoje ainda é segunda, Buenos Aires tem um espaço público mais favorável que São Paulo e o inconsciente coletivo existe.
Ah, sim, o Aïnouz é mesmo um grande diretor. E os seus filmes têm fim.

2 Comments:

Blogger Luciana said...

Alalas
Cachoeira do Arari é um lugar impossível de esquecer. Lá eu realmente me senti dentro de um filme. A gente esperando horas por um ônibus naquele ponto no meio do nada e sob um calor infernal, mas lembro de você pegando alguma fruta que foi a salvação. Bons momentos pelas estradas de terra e água do Pará...

6/2/07 15:19  
Blogger Thiago said...

saudades!!!

8/2/07 01:38  

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