25.10.07

papo-furado

E hoje, eu tive um grande momento de iluminação. Enquanto aguardava inacreditáveis 28 minutos para ser atendida em uma adorável agência daquele banco x, percebi uma das coisas que mais me irrita na vida. Papo-furado. Isso realmente me irrita. Porque os 28 minutos que aguardei foi o tempo que a atendente levou para fazer o seu trabalho de processar as contas da única senhora que estava à minha frente. E por quê? Porque elas estavam de papo-furado, falando sobre repelentes.
Papo-furado é a maior prova da improdutividade generalizada que domina muitas áreas do Brasil. Essa falsa intimidade, essa mania das pessoas acharem que podem dar palpite naquilo que não foi perguntado a elas. E daí, quando você reage de uma maneira seca e objetiva, dizem que você é mal-educada.
Até viajar para a Espanha, terra de meus ancestrais próximos, eu achava que era assertiva demais mesmo e cheguei a trabalhar o tema na terapia. Depois da viagem, conclui que o problema não é meu: a minha maneira de ser é que é muito primeiro-mundo para esse povo que gosta de gastar saliva com o alheio, qualquer alheio, sem objetivo nenhum. Pronto, falei.
Como diz um amigo da zebra: "se os ingleses fossem perder tempo com papo-furado, o chá das cinco seria servido às sete".

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